Aula sobre Prova Quádrupla
EGD Carlos Cheein
“Roubar ideias de um é plágio. Roubar ideias de muitos é investigação”. Quero ser sincero: esta aula virtual é um plágio, pois vou sintetizar o formoso trabalho intelectual e literário levado a cabo pelo PGD 1988-89 Rolando Giménez Mosca (D480) e concentrado no seu livro ISTO É ROTARY!
Escrito em 1999, em cuja página 11 diz “Dedicatória: aos Rotários do mundo pelo que são pelo que representam e pelo muito e bom que fazem em benefício das suas comunidades”.
Rolando dedica o seu capítulo 11 à PROVA QUÁDRUPLA e inicia repetindo as quatro perguntas que todo o rotário deve fazer a si mesmo com respeito ao que pensa, diz ou faz:
1. É A VERDADE?
2. É JUSTO PARA TODOS OS INTERESSADOS?
3. CRIARÁ BOA VONTADE E MELHORES AMIZADES?
4. SERÁ BENÉFICO PARA TODOS OS INTERESSADOS?
“Isto sim que é difícil satisfazer e sair airoso de tamanho compromisso de ação pessoal e comunitária”. Então o autor do livro confessa-se e diz: “Ao tomar conhecimento desta espécie de código… senti-me na situação de quem sabe de antemão que não o poderá cumprir, no melhor dos casos cumprirem-lo pela metade ou directamente não poder ou não saber como fazer para que esse compromisso de conduta seja satisfeito como corresponde. E levou-me tempo o seu estudo, as suas projecções e as minhas próprias possibilidades”.
Para levar a cabo este exaustivo estudo Rolando expôs a sua investigação, como rotário inexperiente, como se fosse uma matéria pendente para aprovar e que mortificava a vida, a quietude, a tranquilidade e até a alegria de alguém que começava a amar algo.
Munido de uma volumosa bibliografia diz… “li com um pouco de incredulidade ao princípio e à medida que passavam as folhas… fui-me pondo cada vez mais sério por esse desafio que ia provar o compromisso da minha vontade, da minha consciência e do meu comportamento na minha vida privada, profissional e pública”.
“E eu gostei. E pensei que esse tal Taylor (autor da prova) devia ser sociólogo, filósofo.
Um asceta que busca a perfeição cristã ou um anacoreta que em solidão se dedica à contemplação e à penitência.
Ou seria um justo, um santo ou uma figura celestial como os anjos? E já menos sério, me dizia que talvez fosse um rico excêntrico ou um extraterrestre para estar em condições de criar semelhante desafio entre si mesmo e a verdade; entre si mesmo e a equidade; entre si mesmo e a vontade e as amizades e, também, entre si mesmo e o benefício para todos os interessados”.

Herbert Taylor
“E me equivoquei. Herbert Taylor era uma pessoa comum, como você e como eu, era alguém confiável numa companhia comercial… à beira da quebra… com sérias dificuldades económicas e financeiras… E já sabemos que quando as coisas não andam bem o que se impõe é a atitude de mudança”.
Herbert começou a realizar a mudança partindo do pessoal da empresa. Estava crédulo em que deles viriam às soluções… “Selecionou os mais capazes, os mais trabalhadores, os mais amáveis e muito especialmente com princípios morais e éticos recomendáveis”.
Em muito pouco tempo aplicando as quatro perguntas Taylor conseguiu reverter a situação financeira da empresa em que trabalhava.
Rolando em sua parte final diz: “Minha conclusão pessoal é que a Prova Quádrupla, além de ter comprovado a sua utilidade no mundo dos negócios, é ainda mais benéfica a sua aplicação na nossa vida privada, profissional e pública e com maior razão em instituições de serviço como a nossa.
E cheguei a me dizer que a verdadeira mensagem da Prova Quádrupla não é que tudo o que pensemos, digamos ou façamos seja a verdade; seja equitativo; que tenha que criar boa vontade e melhores amizades; e que seja benéfico para todos os interessados:
Não, a verdadeira mensagem está em que tentemos esse milagre maior de que tudo o que pensemos, digamos ou façamos seja a verdade, seja equitativo, que tenha que criar boa vontade e melhores amizades.
Sim, que o tentemos e isso já será mérito inicial para ser melhores por nós e por outros pois, como diz o Padre José Ceschi (sacerdote franciscano e comunicador social) NUNCA SERÁS HOMEM SEM OS HOMENS. NUNCA SERÁS FELIZ SEM OS DEMAIS. NÃO PODERÁS VIVER PLENAMENTE SE AO PRONUNCIAR O “EU” NÃO HÁ UM “TU” QUE O RECEBA OU UM “NÓS” QUE O CELEBRE”.
“Minha homenagem ao rotário Herbert Taylor, um homem comum que fez uma coisa reservado aos grandes e que nos deixou como formosa herança a de ACREDITAR QUE AS BOAS CONDUTAS NOS SALVAM”.
Herbert Taylor foi presidente do RI no período 1954/55 e foi quem começou com o formoso costume dos lemas presidenciais.
PGD Carlos Cheeín (o plagiador)
AULA N° 33 – A Prova Quádrupla (Corresponde a sexta-feira 21 de Março de 2003).
http://www.aprendamosrotary.org.ar/clases/aula33po.pdf
Traduzido para português por Adelino de Lima Martins, R.C. da Maia – D1970
