Sem educação não há justiça
A Revista Brasil Rotário, em artigo publicado sobre “A Fundação Rotária como Instrumento do Desenvolvimento Social”, transcreve palavras do curador José Alfredo Pretoni de onde extraímos os seguintes comentários sobre justiça:
“Acreditamos, verdadeiramente, que não existe justiça onde há analfabetismo; não existe justiça onde há miséria; não existe justiça onde há fome. Não existe justiça no ser humano que não tem condições de curar as suas doenças; não existe justiça onde há discriminação de qualquer natureza; não existe justiça onde não existe paz; não existe justiça onde não há amor.
- quando procuramos erradicar a poliomielite do mundo, quando buscamos, através do programa 3H, desenvolver todos os tipos de projetos, desde o saneamento básico, nas mais longínquas partes do mundo, até aos projetos educacionais;
- quando se procura estabelecer programas para o combate ao analfabetismo; quando se tenta, junto aos jovens, implementar um relacionamento positivo com eles, porque precisamos da sua energia; quando trabalhamos para colocar o cidadão participando dos mesmos ideais de Rotary, como por exemplo, na formação de Núcleos Rotários de Desenvolvimento Comunitário; quando se procura treinar adultos para novas ocupações, dando-lhes oportunidades para continuar trabalhando, mostrando-lhes uma luz no final do túnel da ignorância e do analfabetismo funcional;
- quando nos esforçamos para implementar programas de combate ao abuso de drogas e de álcool, entre jovens ou em um ambiente de trabalho para adultos;
- quando se procura promover o relacionamento positivo das boas relações entre empregado e empregador, se tivermos sucesso, estaremos desenvolvendo a cidadania do ser humano.
“Quando criamos oportunidades para os jovens no mundo dos programas de bolsas educacionais, quando conseguimos tirar o trombadinha da favela e o transformamos em trabalhador, quando batalhamos, por exemplo, para dar orientação de planejamento familiar, educando, principalmente as meninas de 10 anos para cima – estamos desenvolvendo a cidadania do ser humano.
“Como o presidente Frank disse, a educação passa a ser, sem dúvida alguma, a pedra fundamental da cidadania do ser humano. E quando se procura eliminar, em todas as esferas, quaisquer desentendimentos de guerra entre nações irmãs que ocorreriam por desacertos de alguns líderes, e quando se procura, por meio de muitos outros atos, tornar mais justa a vida do ser humano, o Rotary e a Fundação Rotária, através de seus membros, princípios, estratégias, programas e ações, passam a ser, efetivamente, instrumentos importantes do desenvolvimento e da justiça social.
“Estaremos desenvolvendo a cidadania do ser humano, e, conseqüentemente, dignificando-o. Que bom se pudéssemos alardear para todo o mundo, que num prazo não muito longínquo, participando de todos os programas da Fundação Rotária, aumentando a nossa energia, com o aumento do número de sócios do Rotary, sem dúvida alguma, teríamos uma humanidade mais feliz e justa, mais consciente da sua cidadania e plenamente dignificada. Se criarmos consciência disso faltará apenas agir. Os instrumentos de desenvolvimento e de justiça social já estão à nossa disposição. Vamos usá-los! Dignifiquemos o ser humano.
