Guerra e Prova Quádrupla

Willian Bill Boyd
William Bill Boyd – (Presidente do RI 2006-07)
Caros companheiros,
Há alguns anos, John Dean III, advogado da Casa Branca à época de Richard Nixon, fez um discurso na Conferência do Distrito 5670, Kansas, EUA. O tema era Watergate, a Guerra e a Prova Quádrupla.
Ele concluiu com esta declaração: “Quero afirmar, sem medo de contradição, que se nós que estávamos envolvidos no Watergate tivéssemos usado, ainda que ocasionalmente, a Prova Quádrupla, Watergate não teria existido. Em resumo, a Prova Quádrupla funciona…
“E funcionará para qualquer outra matéria se a quisermos pôr em prática.”
A Prova Quádrupla é uma das marcas do Rotary. Desde que ela foi criada por Herbert J. Taylor, em 1932, sempre se mostrou relevante. Suas quatro perguntas diretas não estão baseadas em considerações culturais ou religiosas; ao contrário, elas constituem uma simples receita para o comportamento ético. Elas transcendem fronteiras e gerações.
Como rotarianos, deveríamos ter gravada em nossas mentes a Prova Quádrupla – em cada decisão tomada, ao longo de cada dia. Quando consideramos as nossas vidas no trabalho, em casa e na comunidade, temos que levar em conta a nossa condição de rotarianos e a nossa responsabilidade em sempre dizer a verdade, sermos justos, construir um ambiente de bem-estar e melhores amizades à nossa volta, e sempre fazer o melhor para cada pessoa que encontrarmos.
Também devemos deixar sempre claro que não abriremos mão do comportamento ético. Pendurar a Prova Quádrupla numa parede, à vista de todos, serve de mensagem que nós, rotarianos, somos pessoas íntegras, que nos importamos com o próximo.
A Prova Quádrupla resume as decisões éticas a algo que pode ser inscrito numa pequena placa. Mas o EPRI Richard Evans simplificou-a ainda mais, enfeixando tudo numa só pergunta: “É direito?”. Sobre esta reflexão, escreveu: “Grande parte das propostas que são feitas em todo o mundo poderiam ser eliminadas facilmente se a seguinte pergunta prévia fosse feita: ‘É direito?’ Se é, sigamos adiante. Podemos estender a questão para avaliar se é ou não conveniente, se é ou não lucrativa, se nós queremos ou não. Mas se não é direito, estaremos perdendo tempo em fazer outras, porque se não está certo, não vale a pena, não importa se interessa a alguém ou não.”
Como rotarianos, espero que adotemos esse conselho como válido, o guardemos no coração, e Mostremos o Caminho, fazendo somente o que for correto.
